
como a primeira visão de um mundo em que a nave aterrisa.
é assim que o paraíso deveria se parecer para as almas, as recém-estrangeiras, pensou. passara os últimos meses de muito frio em paris, onde o céu, como era baixo. sem vestígio de auroras. e agora aqueles quilômetros todos de praia, ladeados por dunas, árvores numa composição puramente nativa. nenhum paisagismo. então, o paraíso.
imediatamente tirou todas as peças de roupa - ele era especialmente deliciado pela sensação de nudez, sempre que possível. fazia um extremo calor, aquela coisa de raio laser em climas temperados, e a água tão fresca, mais que isso, gelada mesmo. de início, ficava boiando (sem dúvidas com a barriga para cima, pois o sol acariciava bem o rosto constantemente umedecido). como é gostoso - a vida.
ficou ali um tempo com o clima em mudança.
uma das ondas que começaram a se formar veio um pouco mais forte, e ele foi engolido, saboreado pelo mar. aquelas vezes em que não há a menor referência para equilíbrios, as areias invadem os cabelos, respirar não é uma possibilidade. um caldo daqueles. levantou finalmente, depois de muito segurar o fôlego, e cambaleante ficou por um tempo ainda com os pés no mar, pequenas ondas batendo. um verdadeiro dueto com um gigante.
e percebeu como é bom - a vida.
é assim que o paraíso deveria se parecer para as almas, as recém-estrangeiras, pensou. passara os últimos meses de muito frio em paris, onde o céu, como era baixo. sem vestígio de auroras. e agora aqueles quilômetros todos de praia, ladeados por dunas, árvores numa composição puramente nativa. nenhum paisagismo. então, o paraíso.
imediatamente tirou todas as peças de roupa - ele era especialmente deliciado pela sensação de nudez, sempre que possível. fazia um extremo calor, aquela coisa de raio laser em climas temperados, e a água tão fresca, mais que isso, gelada mesmo. de início, ficava boiando (sem dúvidas com a barriga para cima, pois o sol acariciava bem o rosto constantemente umedecido). como é gostoso - a vida.
ficou ali um tempo com o clima em mudança.
uma das ondas que começaram a se formar veio um pouco mais forte, e ele foi engolido, saboreado pelo mar. aquelas vezes em que não há a menor referência para equilíbrios, as areias invadem os cabelos, respirar não é uma possibilidade. um caldo daqueles. levantou finalmente, depois de muito segurar o fôlego, e cambaleante ficou por um tempo ainda com os pés no mar, pequenas ondas batendo. um verdadeiro dueto com um gigante.
e percebeu como é bom - a vida.
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