
eu odeio mesmo ver tua mão nas dela
tua mão demente, repulsa
que me apertava o peito com tanto músculo
ali, bem entre os seios
dor logo acima do esterno, sabemos bem
como sabem todos os que foram amantes.
cerco em rios gelados este aperto
como mastigar cacos de vidro
boiando há dias em anestésico.
não importa a tua casa
e muito menos quando ocorra
mas como foste o primeiro, quente gatilho
te dedico minha morte, tum deus de merda.
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