quinta-feira, 7h00. sento numa das mesas da lanchonete quase vazia. não tenho nada a pedir realmente além de uma distração para os 83 minutos seguintes - espero por mais um ônibus e assisto os andares locais. num balcão de aço, manchas gordurosas opacam o contraste com os bancos de discos vermelho-nacarados. vasos chineses para bundas. em dois deles, chaos & femelle mastigam serpentes como se fossem rosquinhas, lambendo os dedos enquanto elas gritam em guinchos finos de ouro. chaos & femelle se entreolham sorrindo, as barrigas cheias de víboras, então caminham sobre os relógios dos últimos 5 anos para que o eterno nunca mais retorne e num estrondo o universo se renove. neste momento caem os braços de uma vênus aflita pelo fim das horas. 26 minutos.
ao fundo da lanchonete um velho caipira de boné amarelo tem uma câmera na mão e uma tv à frente. sua senhora se foi e ele insiste num feedback, apontando a filmadora para a tela, sua em bicas. sofro por essa nossa mania de querer aprisionar o tempo em imagens. 2 minutos.
ao fundo da lanchonete um velho caipira de boné amarelo tem uma câmera na mão e uma tv à frente. sua senhora se foi e ele insiste num feedback, apontando a filmadora para a tela, sua em bicas. sofro por essa nossa mania de querer aprisionar o tempo em imagens. 2 minutos.
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