7.10.08



não havia outra saída, pensou. já havia feito de tudo, estocado flores secas em todos os seus livros, frequentado os lugares onde sabia que a encontraria bêbada e sorridente. aqueles dentes magníficos - sempre ficam melhores quando ela tem a pele brilhante de suor e os cabelos molhados. não conseguiu sequer se apresentar, todos esses meses. enfim, a viu saindo daquele clube de sempre, com mais um rapaz sem muito cabelo. estremeceu: cadê o cavalo? cadê o cavalo? sabia que, cada noite em que ela o deixava içado no quarto, nunca tinha consciência de chegar em casa antes do sol. diz-se da demônia do foxtrot, uma lenda dos anos 20 que a garota realmente adorava. por fim, avistou-o, amarelo. no exato momento em que ela subia no cavalo não teve dúvidas: correu e meteu a cabeça entre suas pernas. ele a encharcou nas coxas de tanto temor. levou um coice na cara.

3 comentários:

cra disse...

são trezentas coisas. sabia de tudo isso. até que os cavalos servem de flores. e eu teria dito: não meu cavalo, não. malva, agrião, menta E própolis. robots.

Anônimo disse...

eu lembro que minha mãe tinha uma planta esquisita quardada dentro do dicionário aurélio, e provavelmente é uma dessa coisas que a gente acaba mantendo por inércia, mas para mim tinha um significado mágico, como se fosse um bife dentro do livro.

Anônimo disse...

entenderá sem camisas
juntando os animais crescidos
das pessoas crescidas
- antes sorrir mais fácil
que as sombras por detrás do caminho -
ter juízo árvore
beijo clave
e o pescoço bainha