
não havia outra saída, pensou. já havia feito de tudo, estocado flores secas em todos os seus livros, frequentado os lugares onde sabia que a encontraria bêbada e sorridente. aqueles dentes magníficos - sempre ficam melhores quando ela tem a pele brilhante de suor e os cabelos molhados. não conseguiu sequer se apresentar, todos esses meses. enfim, a viu saindo daquele clube de sempre, com mais um rapaz sem muito cabelo. estremeceu: cadê o cavalo? cadê o cavalo? sabia que, cada noite em que ela o deixava içado no quarto, nunca tinha consciência de chegar em casa antes do sol. diz-se da demônia do foxtrot, uma lenda dos anos 20 que a garota realmente adorava. por fim, avistou-o, amarelo. no exato momento em que ela subia no cavalo não teve dúvidas: correu e meteu a cabeça entre suas pernas. ele a encharcou nas coxas de tanto temor. levou um coice na cara.
3 comentários:
são trezentas coisas. sabia de tudo isso. até que os cavalos servem de flores. e eu teria dito: não meu cavalo, não. malva, agrião, menta E própolis. robots.
eu lembro que minha mãe tinha uma planta esquisita quardada dentro do dicionário aurélio, e provavelmente é uma dessa coisas que a gente acaba mantendo por inércia, mas para mim tinha um significado mágico, como se fosse um bife dentro do livro.
entenderá sem camisas
juntando os animais crescidos
das pessoas crescidas
- antes sorrir mais fácil
que as sombras por detrás do caminho -
ter juízo árvore
beijo clave
e o pescoço bainha
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