ai tropecei, e cabum, as pernas novamente tortas. já perdi as contas de quantas vezes tive que remover os cacos de vidro do joelho, estilhaço por estilhaço. eles se multiplicam por brotamento a expoentes geométricos, meniscos quadrados e a rótula já com uma dama carpideira. um mar salgado de muletas que não afundam jamais, pois o alumíno é tão leve quanto a dor de lado. um leve temor de olhar pra trás e ver exatamente quem eu queria, por isso corro como quem nunca. ai tropecei, e fiquei deitada.

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