30.3.13

tarde em guimarães


















que me poupem as samantas de aventais, que me cheirem as canelas, e digo. sem medo, sem medo, portanto coragem de envelhecer, já que isso é a única certeza que existe sem pausa, sem mistérios, sem descontos para meninas bonitas. o vento úmido me enrola os cabelos de uma maneira torta, sem jeito, e de repente os velhos assoviam para mim. mais café com pão, então. mais pássaros voam e gritam aos bandos, já está perdendo a beleza do inusitado isso - pois poxa, por três dias seguidos a criança já se cansa do brinquedo. tudo aumentou um pouco de sabor quando vi os falcões amarrados em volta do moço com luva de couro, um pavor pelas penas deles assim presas. portanto coragem de descer a colina e fingir que não é.

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