
vou e faço
sem ver o sentido em nada
as pernas movem e andam
minha cabeça não se abaixa
as palavras saem todas umbigo,
entranhas esôfago para fora
sem sentir o sentido de nada
em frente eu ando não sofro,
não rio, não amo ando
topo os pés em cada cama
sem deixar lágrima para trás
me engano e engano
esqueço as frases
carrego só as mãos
que me carregam
de novo anônima
caminhando
sobre o sentido de nada
aquele que rimava com cada passo
nada
sem sentido desfaço
as teias da minha cabeça dura
teias de aço
dá muito trabalho ser bicho.
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