22.7.07

domingo - o tempo VI



hoje eu sonhei, e fazia tempo que eu não sonhava. ou lembrava de sonhar.
acho mesmo que eu não dormia.

um presente de domingo. pois domingo é o único momento que eu tenho para estar viva - do jeito como eu vivia há até pouco tempo atrás. no resto dos dias eu vivo outra pessoa, que vai bem, obrigada.

acordei às 8h00 mas estendi o acordar até 12h30 por não saber o que fazer com todo esse tempo. ou por cansaço mesmo. primeira folga em duas semanas liquidificador.

acordei o eu antigo, mas não, eu queria acordar e sair correndo esbarrando em transeuntes para estar na estação certa do metrô 5 minutos antes. é mais fácil assim - e então eu começo a viver o pensamento para outra pessoa que me aluga a alma atualmente.

mas despertei com a velha alma e ela está toda fodida. é isso mesmo, alma fodida. é o mais sincero a dizer. não quero olhar para ela então logo arrumo atividades. todas rapidamente executadas com precisão macintoshiana, então o tempo me agarra novamente pelas pernas e me derruba.

eu queria ter feito um retrato dele domingo passado. de como eu o sei agora, pois eu olho para antigas imagens e só consigo me ver nelas, como se ele fosse eu mesma. alguém conhecido. e o ele agora é um estranho e isso me destrói. acho que aprisionar uma imagem seria um bom jeito de amansar essa inquietação. os vários usos da fotografia.

mas bom, domingo passado passou. e eu cansei. e c'est ça.

de rien

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