15.7.07

estranha beira



privada do golpe de misericórdia para uma morte homeopática

renasço como vim ao mundo - nua e sozinha.

olho no espelho uma pessoa desconhecida, com traços em formação, resultado de olhos mareados - e sozinhos, tanto quanto uma dupla de gêmeos. estrangeira de mim mesma e estrangeira de todo o resto, uma coisa é certa e boa. o andar nu, vejo uma cidade nova com o corpo arrastado por um mesmo velho lugar; mas as luzes, os olhos mareados as vêem de um jeito como nunca antes - e assim aguento e sorrio.
revejo como quem vê
repenso como analfabeta de uma língua morta.

as línguas nunca nascidas - dessas sim sentirei saudades
- acho que é tudo que ainda traz lembranças
e ignoro saber que elas são proclamadas
por outras cabeças estrangeiras.

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