11.9.08

l'amour



- então morra. morra e renasça quantas vezes precisar. mas faça isso logo, pois eles já estão nos esperando há 30 minutos.
- você nunca me amou de verdade, não é mesmo? esteve fingindo todo o tempo. durante 5 anos. - que coisa mais estúpida você está me dizendo. desde a primeira vez que te vi passar, toda retinha, me refiz todo por dentro. e olha que você usava umas roupas horríveis, de moleque. - é. mas eu sempre tive postura. e você também: me apaixonei pelo jeito que você se sentava ao computador, quase escorregando da cadeira. ainda assim, com porte. e não quis ver mais ninguém pela frente por um bom tempo. - posso chamá-la de irmã mais velha? assim, como um recém-nascido que precisa ser guiado; e as únicas pessoas que sempre dizem sua pior verdade são as irmãs. elas podem mesmo ser cruéis. - mas que caralho de amor é esse, como você me pede isso, rapaz? me chame de inimiga, porque é isso o que nos tornamos, para sempre. carregando um cetro, regendo o próprio inferno. você sabe bem do que estou falando. - por isso te disse: morra e renasça quantas vezes precisar. por nós, eu farei o mesmo. - e por hora você volta para sua compania. caramba. compania. é o pior eufemismo para suicídio. - você é mesmo vingativa. - o que mais pode querer sua inimiga?

Um comentário:

cra disse...

entendi. estas três últimas coisas! eu disse que no palácio