18.9.08

saí sem meu cavalo - um erro



então foi isso. um dia no inferno e o anúncio do fim da noite num grande tombo enlameado com cerveja. em frente a todos os nobres cavaleiros - ela sempre acaba sendo aquelas meninas dos filmes franceses, petulantes e infantis, que caem por aí às 5 da manhã. ah, petulância, resolveu não deixar por menos e partir com dois enfants, que no fim eram irmãos e passaram o início de sua manhã vociferando palavras de ódio e jesus, ela não aguentava mais ter que discutir sobre o syd barret. ela só prefere ele e ponto. na hora de se afogar com um deles bateu-lhe um desespero como nunca tinha sentido, um medo do corpo como uma vez lhe disseram. além do mais, não há coisa que ela odeie tanto quanto umidade no ouvido, deveria ser coisa proibidíssima. então se esgueirou e saiu sob brados de 'sua medrosa, só volto lá no ano que vem'. metendo a camiseta por dentro da saia, olhou par'o james e comentou sobre seus olhos bonitos, pequenos, e que ano que vem ela não existiu mais.

2 comentários:

cra disse...

A LEMBRANÇA PURA, A LEMBRANÇA IMAGEM, A PERCEPÇÃO E O CALDO QUE DESDE A PRIMEIRA RECITAÇÃO PODE SER LAMENTO, REALMENTE. É CERTO QUE PELO VISTO PRECISAMOS CONVERSAR UM POUCO SOBRE O CAVALO. LÍNGUA NO OUVIDO CAUSA SURDEZ A CURTO PRAZO. OBRIGADO PELA DICA.

Anônimo disse...

o meu muda de cor com o clima. de modo que ninguém dorme direito. aprendeu a comer lâmpadas, o danado.