
- vamos só tomar uma cerveja, desmitificar esse nosso lance de trepadas sem nome e noites esfumaçadas.
- ok, garota. mas então me dê seu nome de verdade. não pode ser tábata.
- haha, não. tábata, é o nome mais horrível que eu consegui inventar na hora. assim como carina, que não é nada horrível. o que rege, sempre, é o tempo. e o seu, é jonathan, certo?
- você é maluca.
- somos iguais. a gente tem esse lance deixado pra trás que não será nunca deixado pra trás. você, com seu par de pernas loiras, eu com a imagem de um pescoço bem viril. com foco, sem foco.
- mas porque isso? eu não preciso mais dela, você não precisa mais dele.
- é só um álibi para não fazermos nenhuma besteira. você sabe que tenho apenas mais 15 dias.
- e espera um filho meu.
- não sei ainda. não sei se quero esperar esse tipo de coisa. olha, isso não pode estar certo se eu penso num filho como numa coisa.
- eu ainda não tenho quadros pendurados na minha parede. só tenho aquele baú que minha mãe me presenteou, para guardar as coisas. guardei, e nunca o abro. depois de 3 anos e meio já me esqueci do que tem lá.
- é, mais ou menos como eu e minhas caixas. vou abri-las daqui uns 10 anos e me encher com surpresas: porque diabos guardei esses tupperwares e caixas de fósforos peruanas?
- eu coleciono baralhos de tarô estrangeiros. não sei porque, nunca fui crente.
- temos que ter uns ídolos, espécies de amuletos. eu carrego uns que um inimigo me deu: uma pantera e sua esposa, a sereia espadada. eles vão comigo, inclusive.
- para a bulgária?
- para sempre.
6 comentários:
what happened to the other one?
very awsome.
i think you add more info about it.
very cool.
vixe.
alguém está precisando
fazer amigos.
Púlcaros Búlgaros???
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