29.3.07

o tempo III

o tempo do agora.
isso faz todo o sentido possível para mim, mas somente do lado de fora. em algum nível que não sei especificar - mas que certamente define o que sinto - são apenas símbolos que me ssão impossíveis de decodificar. todas essas letras.

parece-me que racionalmnete compreendo a teoria, então porque a dificuldade em fundí-la no maldito ser, naquele pedaço de nuvem que arde mais que qualquer coisa?

simplesmente aceitar que os agoras são passageiros, que na verdade não há tempo, que o passado é composto de matéria morta? afinal, a memória é um ato falho, e provavelmente só serve para confundir-nos pois sei que ninguém se alimenta de lembranças - apesar de às vezes pensarmos que isso é possível.

aí está, aquilo que normalmente se espera de uma fotografia é uma doença, tão verossímel quanto uma neblina que nos confunde a vista.

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