
'a matéria em situação de equilíbrio é cega, cada molécula só lê as moléculas mais próximas que a rodeiam.' o não equilíbrio, pelo contrário, leva a matéria a "ver"; eis que surge então uma nova coerência.
adoro poesia.
atingir o equilíbrio é a morte térmica - a morte é o único fenômeno realmente previsível, esse é o grande lance afinal, a iluminação. até o universo morrerá, o vácuo é a estabilidade total e final da termodinámica, lei regente do amor. lindo, lindo.
- continua escrevendo assim e você será uma lâmina, uma lamícula paralizada no espaço-tempo. uma leitura datada. you dig?
- ah, foda-se. eu acho interessante fazer parte de uma época e um espaço minimamente delimitados. e de qualquer forma não tem muito como fugir disso. é presunção demais para mim querer escrever um lance universal, atemporal. nem da vinci é atemporal. ele está atrelado a uma porção de coisas que têm datas e endereços bem definidos e é bem por causa disso que o reconhecemos.
- ah cara, não estou falando para você ser o da vinci nem o zaratustra, calma lá. é só um toque pra você pegar mais leve nessa coisa de baga, monstro e super.
- mas bila, eu não escrevo assim, eu falo assim. não confunde as coisas: o que se passa sob minha caneta não tem muito a ver com este copo de vodka, no fim. é todo um outro lance, na maior.
- tá, ok, entendi. não precisa estressar também. quer saber: acho infinito.
- que, universo? arrasa.
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