sabrina é uma maluca. não esqueça de trancar a porta quando sair! ela se diverte à noite, começa só, se embebeda com mojitos porque é louca por hortelã e dança freneticamente, flertando com tudo que é movente (pois ela ama tudo o que flui). ontem ela perdeu mais uma jaqueta e ganhou novamente o mesmo homem, que fuma com gestos de gato. só agora, já a terceira vez, reparou que os olhos do rapaz são claros. os teus também são, ele respondeu. foi a primeira vez que se viram à luz do dia. sabrina gostaria de não ter sido um pouco teatral, porque quando o teatro perde o charme fica sempre uma situação ridícula. quanto a tudo, joga a mais recente do desculpa do estou indo embora desta cidade, talvez de uma vez. costumava se arrepender de uma porção de coisas, sabe-se lá do que sente tanta culpa, porque afinal ela vai morrer e não saberia como lidar com tudo o que não foi feito.
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