
sociedade de controle e do espetáculo, a gente é mesmo um monte de merda ultimamente - tanto que nossos rótulos são sofríveis como estes acima. e nem ao menos chegamos a falar de raposas, não, serizinhos lascivos. por algum motivo maluco a chama da vela repele a ponta do meu minúsculo cigarro, negando-se a acendê-lo. até a flama pode agir como um moralista: não, não fumarás em ambiente interno e me recuso a elevar qualquer matéria! saia à rua mas antes termine seu drink; ele não será permitido lá fora. a diversão será somente subirmos uns nos ombros dos outros formando uma sorridente pirâmide com músculos bem torneados, besuntados com óleos almiscarados, bundas absolutamente irresistíveis. qualquer um desejareia ter um pau para cutucá-las.
eu, se tivesse um pau, assim de repente, foderia primeiro um mamão. macio, gosmento e deve ser uma ótima sensação todas aquelas sementinhas suculentas, mesmo que fria a temperatura ambiente. acho uma boa primeira impressão, e gosto mesmo só de imaginá-la, esta cena. talvez as frutas sejam ainda mais quentes em seus interiores antes de serem abertas. essa nova perspectiva faz a impressão soar bem mais interessante - mancho o papel de magenta num espasmo. só magenta não, era uma mistura dele com carmim e amarelo profundo. uma cor muitíssimo viva.
eu sei, carrego comigo todo o tempo, mas quando paro pra pensar um pouco a respeito a idéia de possuir um documento de identificação eterna é um tanto revoltante. é como uma parte dessa recente barreira contra os fumantes e os que bebem. querem segregá-los, mesmo que estejam dentro da mesma pessoa. vamos logo nos esfregar em óleo antes que comecem a anotar nossos números.
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