
hoje a madrugada está cheia de vozes. a atmosfera sempre fica anuviada nessas horas. como dois leões latiram bem e insistentemente, mas quem tinha juba era a fêmea e quem mascava a pele era o macho. depois de ter levado umas machadadas no esterno ela ficou assim, transitando entre a amnésia e o anonimato, colecionando números. a memória teve de criar suas linhas de fuga tangentes ao cone, se alimentando apenas dos lobos. e aquele rapaz é uma ótima sobremesa. é tocada por seus olhos de áquario e fica maravilhada com a pelagem, que cresce de baixo para cima enquanto ele a sorri. dois dias depois e ainda não recobrou a força nas pernas. um bom duelo entre cavalo e cavaleiro, sempre alternando as selas.
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