30.7.08



caramba. parece que ele tem que ler nietzsche 3 vezes ao dia, mais o remédio, para não começar a se sentir um idiota. até hoje não acredita que deixou aquela garota escapar. aquela mulher, one solid fucking woman, que chegou a odiá-lo na época da fuga e um pouco mais. depois disso, se afogou em vinhos tardios - ela - e dança, muita dança.
decide ignorar os amigos e passar a noite só, tentando fazer mais algumas músicas. mas sabe que está todo prejudicado pela memória e que não faz nada de bom há um largo tempo, nem mesmo um desenho. parou também de desenhar, se bem que ainda lê. largou os bons romances e se cansou da maioria das outras coisas também, mas tem lido uns livros de jornalistas - que são como documentários sem imagens.
assiste um pouco de tv sob o edredon após folhear um pouco textos sobre músicos negros, mas não consegue se fixar em nenhuma fala específica, porque uma história fica sendo contada e recontada na cabeça, cada vez com diálogos e cenários diferentes, o rosto então, nem se fala. a memória está toda prejudicada. sabe descrever bem as feições da mulher, mas fixar seu rosto na cabeça é tarefa impossível. movente. e ele imagina que ela está por lá, falando uma língua que lhe é estranha mas bem sonora, voltando à pé às 5h das manhãs.

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