
socorro, socorro de novo. não posso deixar que este louco me leve. passou os útimos meses se livrando de toda lufada de ar espesso, qualquer coisa que estivesse muito próxima do chão. insuportavelmente seria esquecê-la de novo - então ele foge para isso, para o desembaraço total e esquecimento. lama seca intransponível. como se houvesse algo assim. olhando pela janela, as luzes da fábrica à frente sempre ficam acesas, e esta terra não tem verão. lembrou dos páraquedistas caindo no mar, uma das cordas se soltando e ela em queda livre, totalmente destroçada. ninguém soube mais que o rapaz a ladainha do é possível, estamos bem. repetida à exaustão, funciona como um bom paliativo - um som tão enfurecedor que é impossível outra saída, outro subterfúgio para a vida. sempre difícil renascer e riscar linhas retas quando se pretende desfazê-las.
e como serão as pessoas neste outro lugar, espécie de cidade vermelha. às vezes pensa que gostaria de estar indo para alguma ilha ou pontões à beira-mar. teve seus melhores momentos em lugares assim, e alguns entre estes são as coordenadas de onde morará um dia, ao menos por três meses. desfaz os nós dos cadarços, renuncia ao pomo de adão e assume tudo o que acontecer - estamos aqui para rir disso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário